Atenção Primária do DF oferece cuidado contínuo a pacientes que sofreram AVC

Quando uma pessoa sofre um acidente vascular cerebral (AVC), é possível que passe a conviver com dores articulares e musculares causadas por fraqueza ou rigidez. Por isso, a Secretaria de Saúde (SES-DF) também oferece cuidados após a assistência emergencial. Nas unidades básicas de saúde (UBSs), atividades em grupo, orientações posturais e práticas integrativas ajudam a controlar o desconforto e a recuperar a qualidade de vida.
“O exercício físico orientado é essencial para estimular o cérebro a criar novos caminhos e conexões neuronais, compensando áreas lesionadas”, explica o neurologista João Tatsch, da SES-DF. Segundo ele, a atividade física também combate a fadiga e a depressão pós-AVC e é fundamental para controlar a pressão arterial, evitando um novo episódio.
O AVC ocorre de forma súbita, quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, e é uma das principais causas de morte, incapacitação e internações no mundo. Nesta quinta-feira (29), organizações internacionais se reúnem para conscientizar a população sobre os sintomas e a importância de agir rapidamente.
A orientação é não levar o paciente por conta própria a uma UBS ou a um hospital qualquer: o Samu faz a regulação médica e transporta a pessoa direto para a unidade de emergência adequada, com tomografia computadorizada e equipe de neurologia preparada. A cada minuto com uma artéria entupida, cerca de 1,9 milhão de neurônios morrem. Para encurtar essa corrida contra o relógio, a SES-DF lançou, em maio de 2025, o projeto AVC no Quadrado.
Com informações de Agência Brasília.







