CLDF dá 10 dias para Semob explicar retirada de 90 ônibus da Marechal de circulação

A Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) deu prazo de 10 dias úteis para que a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) apresente esclarecimentos sobre a retirada de circulação de 90 ônibus da marca Volvo da Auto Viação Marechal, por possíveis entraves financeiros. Os coletivos pararam de rodar após determinação judicial expedida em Curitiba (PR).
Os 90 veículos interditados integram a Bacia 44, que atende regiões como Guará, Ceilândia, P Sul e Taguatinga, e fazem parte da frota de 530 coletivos da empresa.
Em ofício enviado à Semob-DF na quarta-feira (28/10), a comissão cobra informações sobre as circunstâncias da retirada, o número de viagens programadas que deixaram de ser realizadas, a situação atual dos veículos e a previsão para a regularização do serviço. O documento é assinado pelo deputado distrital Max Maciel (PSol), presidente do colegiado, e aponta preocupação com a capacidade operacional e econômico-financeira da concessionária, diante de problemas já identificados na renovação da frota e das sucessivas prorrogações dos limites de idade dos veículos.
A comissão também questiona se os 33 ônibus da frota reserva mobilizados pela Semob-DF foram suficientes, pede detalhes do plano de contingência caso a indisponibilidade continue e solicita esclarecimentos sobre a situação financeira da Marechal, o cumprimento das obrigações contratuais e as medidas de fiscalização adotadas. Os parlamentares ainda querem saber se a secretaria avalia intervenção na concessão ou decretação de caducidade do contrato, caso sejam identificadas condições que comprometam o serviço público.
Na quarta-feira, a Marechal informou ter sido surpreendida pela medida, já que mantém negociação com a Volvo para resolver as pendências. A Semob-DF confirmou que a retirada cumpre decisão judicial de Curitiba, que tramita em sigilo, e disse acompanhar a operação das linhas e dos terminais para minimizar os impactos aos usuários. A Volvo Financial Services afirmou que a retirada ocorreu por inadimplência de contrato financeiro e que está em negociação com a empresa há seis meses, buscando um acordo que permita o retorno dos veículos à operação regular.
Com informações de Metrópoles.







