CLDF sedia 1º Fórum Distrital de Conscientização da Dislexia e defende triagem precoce nas escolas

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sediou, na segunda-feira (19/10), o 1º Fórum Distrital de Conscientização da Dislexia e Demais Transtornos de Aprendizagem. O evento foi organizado pela associação Movimento para a Inclusão (Movin), em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas com Autismo, presidida pelo deputado distrital Eduardo Pedrosa (União).
O parlamentar afirmou que “a luta pela neurodiversidade é uma só, não importa a sigla da condição” e defendeu políticas públicas efetivas para estudantes com dislexia, transtorno caracterizado por dificuldades na leitura e na escrita. Entre as ações citadas estão a triagem precoce, ainda na educação infantil, a formação continuada de educadores, avaliações adaptadas e apoio multidisciplinar acessível nas redes pública e privada.
A neuropsicopedagoga Andreia Alves alertou para a falta de dados sobre alunos neurodivergentes. “Como construir políticas públicas eficazes se não conhecemos com precisão a realidade dos estudantes com transtornos de aprendizagem? Existem apenas estimativas”, criticou.
A fonoaudióloga do SUS Renata Monteiro, que atua na região de saúde Oeste, que inclui Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente e Pôr do Sol, além de municípios do Entorno, relatou a realidade que encontra: “Vejo adolescentes do nono ano sem nenhum nível de alfabetização, com a autoestima destruída. Quando eu começo o trabalho, há uma mudança no perfil. Eles sorriem porque começaram a ler.”
O fórum teve ainda palestras da fonoaudióloga e professora da UnB Vanessa Martins, da defensora pública Amanda Fernandes, da diretora de comunicação da Associação Brasileira de Dislexia Maria Eugênia Braga Ianhez e da voluntária do Movin Vanessa Santos, entre outros participantes.
Com informações de Agência CLDF.







