Sem prisões, caso do vigilante morto pela PCDF por engano completa 2 meses

Sem prisões, caso do vigilante morto pela PCDF por engano completa 2 meses

A família de William Cesar Pinto Junior, vigilante da Residência Oficial do Senado Federal morto por engano ao sair de casa para trabalhar, no Gama, durante uma operação da Polícia Civil do DF (PCDF), ainda busca por justiça. Na segunda-feira (19/10), o caso completou dois meses sem identificação e indiciamento dos agentes envolvidos, apesar da ampla comoção gerada na época.

William, que era colaborador terceirizado, morreu em 19 de agosto, aos 48 anos, depois de ser baleado por um policial civil que o teria confundido com um investigado. Segundo a PCDF, os agentes estavam na região para cumprir um mandado de prisão. O caso foi encaminhado à Corregedoria-Geral da corporação, que afirmou ao Metrópoles que a investigação segue sob apuração.

Uma sobrinha da vítima, que pediu para não ser identificada por temer represálias, disse que a família segue em luto e sem sossego. “A dor não diminuiu, e o sentimento de injustiça só aumenta”, afirmou. Ela lembrou que o aniversário de 49 anos do tio seria no dia 28 de outubro e disse acreditar que, se o autor do disparo não fosse policial, já estaria preso. “Em vários casos como esse temos posicionamento da Secretaria de Segurança Pública, mas, até agora, ninguém se pronunciou”, relatou.

Imagens obtidas pelo Metrópoles mostram William terminando de higienizar o carro e fechando o portão de casa quando uma viatura descaracterizada da PCDF para em frente à residência e um homem grita “Polícia, polícia”. Temendo um assalto, ele teria dado partida no veículo. Os policiais o perseguiram e um deles atirou contra o carro, atingindo o pulmão e perfurando uma artéria da vítima. William percorreu cerca de 400 metros e parou a poucas quadras de casa, onde foi abordado pelos agentes.

Com informações de Metrópoles.

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