SUS incorpora vacina contra a dengue e Brasil se torna o primeiro país a oferecê-la na rede pública

O Ministério da Saúde anunciou, em 21 de dezembro, a incorporação da vacina contra a dengue ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com a decisão, o Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante de forma universal e gratuita na rede pública.
Avaliação e parecer favorável
A inclusão da Qdenga ocorreu depois de uma análise do ministério que considerou a relação entre custo e benefício e a necessidade de garantir acesso em um país de dimensões continentais. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) deu parecer favorável, ressaltando a importância do acesso público à vacina.
Distribuição gradual
No início, a oferta não será em larga escala: a prioridade será para públicos e regiões específicos. A definição dos grupos e das estratégias de aplicação ficará a cargo do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), com conclusão prevista para as primeiras semanas de janeiro.
A fabricante, Takeda, estima entregar 5,082 milhões de doses ao longo de 2024, entre fevereiro e novembro. O esquema vacinal é de duas doses, e as regiões com maior incidência da doença terão prioridade.
Sobre a vacina
Registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Qdenga é indicada para prevenir a dengue causada por qualquer um dos sorotipos do vírus, em pessoas de 4 a 60 anos, tenham elas tido a doença ou não. O imunizante também foi aprovado em outros países, incluindo membros da União Europeia e nações da América do Sul.
Cenário da doença
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue é um desafio de saúde pública global. Até junho de 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) contabilizava mais de dois milhões de casos e 974 mortes no mundo. No Brasil, foram mais de dois milhões de notificações em 2022.
Os principais sintomas são febre, dores no corpo e nas articulações, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: NIAID/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)







