Parto normal ou cesárea? Especialista do Hospital de Santa Maria explica quando cada um é indicado

Parto normal ou cesárea? Especialista do Hospital de Santa Maria explica quando cada um é indicado

Entre as gestantes, a dúvida é comum: parto normal ou cesariana? A resposta não é única e depende das condições de saúde da mãe e do bebê, do andamento da gestação e, principalmente, da avaliação médica no momento do nascimento.

No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), referência na assistência obstétrica a gestantes de alto risco, o cuidado começa muito antes do parto. O pré-natal é fundamental para monitorar a saúde materna e fetal, identificar intercorrências e avaliar com segurança a via de nascimento mais adequada. A gestante Fernanda Vieira, grávida do quarto filho e com 34 semanas, é acompanhada como paciente de alto risco. “Nunca deixei de comparecer às consultas e isso me traz tranquilidade”, contou.

Segundo a ginecologista e obstetra Rafaella Torres, do HRSM, não existe fórmula pronta. “A escolha é individualizada e leva em consideração diversos fatores, como hipertensão, posição da placenta, idade gestacional, desenvolvimento fetal, gravidez gemelar e a progressão do trabalho de parto. Os desejos da futura mãe também são considerados, desde que não haja contraindicações”, explicou.

Para mulheres sem complicações, o parto vaginal é, em geral, a via recomendada, com recuperação mais rápida e menor risco de infecção, sangramento e complicações em futuras gestações. A cesariana é fundamental quando há condições que tornam o parto vaginal mais arriscado, como placenta prévia, ruptura uterina, doenças maternas graves, sofrimento fetal persistente, prolapso do cordão umbilical e determinadas posições do bebê. Também pode ser necessária quando o trabalho de parto não evolui ou surgem sinais de comprometimento fetal.

“A cesariana é uma cirurgia de grande porte e salva inúmeras vidas quando corretamente indicada. O problema ocorre quando ela é realizada sem necessidade clínica, pois isso aumenta o risco de hemorragias, infecções, tromboses e complicações em futuras gestações”, alertou Rafaella.

O ambulatório do HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), recebe diariamente dezenas de mulheres encaminhadas para o pré-natal de alto risco. A porta de entrada são as unidades básicas de saúde (UBSs), que fazem a avaliação inicial e os encaminhamentos, inseridos depois no Sistema de Regulação (Sisreg) da Secretaria de Saúde. Além dos atendimentos agendados, o pronto-socorro do Centro Obstétrico oferece assistência ginecológica em urgências.

Com informações de Agência Brasília.

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