TRE impede apoiador de Celina de enviar deepfake de Grass sobre “kit gay”

O juiz auxiliar do TRE-DF Carlos Alberto Martins Filho determinou que um integrante da campanha de Celina Leão (PP) se abstenha de encaminhar um vídeo deepfake do candidato ao governo do DF Leandro Grass (PT). A decisão é preliminar e foi divulgada nesta quarta-feira (14/10).
A Coligação DF do Povo, liderada por Grass, informou ao tribunal que um homem identificado como Rosil publicou em um grupo de WhatsApp um vídeo com a voz do petista manipulada, atribuindo a ele frases que, segundo a coligação, ele não disse. O conteúdo trata de uma suposta condenação a oito anos de inelegibilidade por divulgação de fake news, de posicionamentos sobre escolas cívico-militares, da distribuição do chamado “kit gay” nas escolas e da oposição à construção do Museu da Bíblia. A coligação afirma que o trecho sobre o “kit gay” não faz parte do plano de governo.
O magistrado determinou a abstenção imediata, sob pena de multa de R$ 5 mil, e afirmou que a manipulação “induz o eleitor a acreditar” que as declarações partiram do candidato. Ele também mandou oficiar a operadora Claro para obter o endereço do titular da linha telefônica usada.
Em publicação no X, Grass disse que a voz foi falsificada por inteligência artificial e acusou Rosil de ser coordenador da campanha de Celina no Paranoá. Para o candidato, trata-se de uma “fraude para enganar o eleitor”.
Com informações de Metrópoles.







