ALERTA INTERNACIONAL: 8 programas piratas que roubaram senhas, cartões e carteiras de criptomoedas — não caia nessa armadilha

ALERTA INTERNACIONAL: 8 programas piratas que roubaram senhas, cartões e carteiras de criptomoedas — não caia nessa armadilha

Este poste e um alerta para você que usa programas clonados ou refeitos com IA. De sites quem nem ter endereços fixos. Não tem CNPJ ou muito menos é uma empresa séria. Escrevo isso pois trabalho com programação desde 2007 e esta onda que se iniciou em outubro de 2026 merece um fim. Aquele programa caro que aparece “de graça” em um site sem CNPJ, sem endereço e sem ninguém para responder por ele pode custar muito mais do que a licença original. Nos últimos anos, empresas de segurança de vários países documentaram campanhas em que versões piratas, “crackeadas” ou clonadas de programas famosos serviam de isca para instalar ladrões de senhas, cartões e carteiras de criptomoedas. Reunimos abaixo 8 casos reais para você entender como a armadilha funciona e não cair nela.

Alerta internacional sobre programas piratas que roubam dados
Alerta: programas piratas costumam esconder códigos que roubam dados.

Por que o programa pirata é tão perigoso?

Quando você baixa um instalador de um site desconhecido, quem o preparou teve acesso ao arquivo antes de você. Para “quebrar” a proteção do programa, o crack precisa de permissões altas no computador, e muitas vezes pede que você desative o antivírus. É a brecha perfeita: o criminoso não precisa invadir nada, porque você mesmo abre a porta.

O tipo de código mais comum nessas campanhas é o infostealer, um “ladrão de informações” que vasculha o computador atrás de senhas salvas no navegador, cookies de sessão, dados de cartão, carteiras de criptomoedas e até capturas de tela. Tudo é enviado para servidores controlados pelos criminosos e, em muitos casos, vendido em mercados clandestinos.

8 casos reais de programas piratas e clonados que roubaram dados

1. Adobe After Effects “crackeado”: senhas de redes sociais sequestradas

After Effects crackeado com infostealer RedLine
Caso 1: o “crack” do After Effects instalava o infostealer RedLine.

Em março de 2023, pesquisadores da ESET descreveram o caso de uma pessoa que baixou uma versão pirata do After Effects divulgada em um vídeo do YouTube. O arquivo, protegido por senha e hospedado no MediaFire, parecia não fazer nada ao ser executado. Na verdade, instalou o RedLine, que levou as credenciais salvas no navegador de contas como Instagram, Facebook, Twitter, Hotmail, Twitch, Steam e Spotify. O invasor chegou a publicar anúncios e mensagens a partir das contas da vítima. Fonte: WeLiveSecurity (ESET).

2. Microsoft Office e Adobe Photoshop piratas: backdoor, cookies e carteiras Monero

Office e Photoshop piratas com backdoor
Caso 2: cracks do Office e do Photoshop abriam acesso remoto ao computador.

Em 2021, a Bitdefender revelou que versões crackeadas do Microsoft Office e do Photoshop distribuíam um código que roubava cookies de sessão do navegador (no Firefox, a pasta inteira do perfil), sequestrava carteiras de Monero, desativava o firewall e abria um backdoor com comunicação pela rede Tor. Fonte: The Register.

3. KMSPico falso: o “ativador” que instalou o CryptBot

KMSPico falso com CryptBot
Caso 3: instaladores falsos do KMSPico escondiam o CryptBot.

Ainda em 2021, a empresa Red Canary encontrou instaladores adulterados do KMSPico, ferramenta usada para ativar Windows e Office sem licença, em sites que se diziam “oficiais”. Enquanto a vítima via o programa sendo instalado, o CryptBot era implantado em segundo plano para levar senhas e carteiras de criptomoedas do navegador, cookies, dados de cartão de crédito e capturas de tela. Fonte: The Hacker News.

4. Windows 11 “grátis” e Photoshop com backdoor: o ladrão Vidar

ISO falsa do Windows 11 com Vidar
Caso 4: sites falsos ofereciam o Windows 11 com o infostealer Vidar.

Em maio de 2022, a Zscaler mostrou que criminosos registraram domínios que imitavam a página oficial de download do Windows 11 e ofereciam arquivos ISO de mais de 300 MB. Dentro deles estava o Vidar, que rouba senhas, cookies, dados de cartão, carteiras de criptomoedas e informações de autenticação em dois fatores. Uma campanha relacionada usava um repositório no GitHub com instaladores do Photoshop Creative Cloud adulterados. Fonte: Zscaler ThreatLabz.

5. Google Chrome e Google Earth Pro falsos: cerca de 670 mil computadores infectados

Chrome e Google Earth Pro falsos com CryptBot
Caso 5: páginas falsas de download espalharam o CryptBot.

Em abril de 2023, o Google divulgou que sites fraudulentos que ofereciam versões “gratuitas” do Google Earth Pro e do Chrome espalhavam o CryptBot, que infectou aproximadamente 670 mil computadores em um ano e roubava credenciais de acesso e dados de cartão. A empresa processou os responsáveis na Justiça dos Estados Unidos e obteve uma ordem para derrubar os domínios usados. Fonte: BleepingComputer.

6. Cracks no YouTube: mais de 100 programas usados como isca

Cracks divulgados no YouTube com infostealers
Caso 6: vídeos de “cracks” levavam a sites falsos de download.

Em novembro de 2022, a Cyble identificou uma campanha com vídeos no YouTube que ensinavam a “instalar de graça” mais de 100 aplicativos, entre eles Wondershare Filmora, CCleaner Professional, FL Studio, AutoCAD, SketchUp, Sony Vegas Pro, 3ds Max, Adobe Photoshop e After Effects, DaVinci Resolve e Ableton Live, além de “hacks” de jogos e até um falso Spotify Premium. O link na descrição levava a um site que imitava uma loja de downloads e entregava os ladrões Vidar e RecordBreaker, que levam senhas, cookies, dados bancários e carteiras de criptomoedas. Fonte: Cyble.

7. Apps de Mac crackeados: o computador vira “robô” do invasor

Apps de Mac crackeados com backdoor
Caso 7: aplicativos de Mac crackeados traziam um backdoor.

Quem usa Mac também não está a salvo. Em janeiro de 2024, a Jamf encontrou versões piratas de FinalShell, Microsoft Remote Desktop, Navicat Premium, SecureCRT e UltraEdit com um backdoor que permitia ao invasor instalar programas e controlar a máquina. Pouco depois, a Kaspersky e a SentinelOne descreveram mais de 70 apps crackeados (como DaisyDisk, Final Draft, Infuse Pro, ForkLift e OmniFocus Pro) que traziam um “Activator” que pedia a senha de administrador, desligava proteções do sistema e instalava um backdoor em Python. Fontes: Macworld (Jamf) e SentinelOne.

8. Office “de graça” no SourceForge: minerador e clipper de criptomoedas

Office pirata com minerador e clipper de criptomoedas
Caso 8: uma listagem falsa de Office escondia um minerador e um clipper.

Em abril de 2025, a Kaspersky mostrou que um projeto aparentemente inofensivo no SourceForge, chamado “officepackage”, oferecia o Microsoft Office “crackeado” e entregava um minerador de criptomoedas e um clipper, tipo de código que troca o endereço de carteira copiado pela vítima pelo do criminoso. Fonte: The Hacker News.

Como reconhecer um site pirata antes de baixar

  • Não mostra CNPJ nem razão social. Empresa séria informa o CNPJ no rodapé, e você pode conferir no site da Receita Federal.
  • Não tem endereço físico, telefone ou canal de suporte real. Só um formulário ou um perfil anônimo.
  • Promete licença vitalícia ou “grátis” de um programa pago, com preço muito abaixo do mercado.
  • Pede para desativar o antivírus ou o firewall antes de instalar.
  • Entrega arquivo compactado com senha, uma tática usada para o antivírus não analisar o conteúdo.
  • O domínio imita o oficial, com letras trocadas, hífens extras ou terminações estranhas.
  • Não emite nota fiscal nem tem política de privacidade e termos de uso claros.

O que fazer se você já instalou um programa pirata

  1. Desconecte o computador da internet e rode uma verificação completa com um antivírus atualizado.
  2. De outro aparelho, troque as senhas de e-mail, bancos, redes sociais e lojas, e ative a verificação em duas etapas.
  3. Encerre as sessões abertas nas contas importantes, porque cookies roubados podem permitir o acesso sem senha.
  4. Fale com seu banco, bloqueie cartões e fique atento a transações suspeitas.
  5. Se o computador for de trabalho ou guardar dados de clientes, avise o responsável pela segurança. Em muitos casos, a opção mais segura é formatar e reinstalar o sistema.

Uma alternativa confiável: Mega JC (megajc.com)

Depois de tudo o que você viu, a regra de ouro é simples: só compre e instale programas de quem mostra a cara. A Mega JC é uma empresa brasileira, registrada e com dados públicos que qualquer pessoa pode conferir no rodapé do site: CNPJ 60.958.689/0001-93, razão social Df em Cartaz LTDA, situação ativa, com endereço fixo no Setor Hoteleiro Norte (SHN), Quadra 02, Bloco F, Edifício Executive Office, salas 625 e 626, Asa Norte, Brasília-DF, CEP 70702-060.

A Mega JC atua com tecnologia e serviços digitais — hospedagem de sites, servidores VPS e dedicados, criação de sites, SEO e licenças de Windows com instalação remota — e oferece suporte humano, em português, pelo WhatsApp (91) 99628-9266. Em vez de arriscar seus dados com um “crack” de origem desconhecida, você fala com uma empresa real, com CNPJ e endereço que podem ser consultados.

Dica extra: antes de comprar de qualquer empresa, confirme o CNPJ no site da Receita Federal e veja se a razão social e o endereço batem com o que está no site. É a checagem que separa uma loja de verdade de uma armadilha.

Conheça a Mega JC em megajc.com · Fale agora pelo WhatsApp

Os casos acima foram divulgados por empresas de segurança e veículos especializados, citados em cada item. As imagens são ilustrações do DF em Cartaz, sem logotipos de marcas.

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