Cajá na Paraíba: fruta ácida de safra curta, entre maio e junho

Basta uma cajazeira carregada para o quintal inteiro ficar com cheiro de fruta madura. Entre maio e junho, é isso que acontece na Paraíba, onde o cajá chega com seu amarelo vivo, o gosto azedo e a pressa de quem não aguenta muito tempo fora da geladeira.
História e origem
O cajá é o fruto da cajazeira (Spondias mombin), árvore nativa dos trópicos que ocorre na Amazônia, no Nordeste e na faixa de Mata Atlântica. A palavra vem do tupi aka’yá. A mesma árvore também é chamada de taperebá, do tupi tapura’yba, que significa fruto da anta, além de trapevá e cajá-mirim.
A época da colheita varia pelo país: na Paraíba vai de maio a junho, no Ceará de janeiro a maio, no sudeste da Bahia de fevereiro a maio e no Pará de agosto a dezembro. O suco de cajá está entre as bebidas naturais de destaque do estado paraibano.
Como é consumido
A polpa é resinosa e ácida, e por isso o cajá em geral não é comido ao natural. O que se faz com ele é transformá-lo, equilibrando o azedo com açúcar ou leite.
- Suco e refresco, com a polpa batida com água e adoçada a gosto.
- Sorvete e picolé.
- Geleia.
- Vinho e licor.
- Polpa congelada, que permite tomar o suco fora da safra.
- Caipirinha.
A polpa é fibrosa e envolve um caroço grande, de modo que a fruta rende relativamente pouco. Por isso, a fruta fresca é mais fácil de achar na safra, e a polpa congelada resolve o resto do ano. Para o suco, o costume é bater a polpa com água e passar na peneira. Por ser delicada, estraga rápido e deve ser consumida ou congelada logo depois da compra.
Curiosidades
- Tem vários nomes populares: cajá, taperebá, trapevá e cajá-mirim.
- É fonte de vitaminas A, B e C e traz minerais como fósforo, ferro e cálcio, com fibras e baixo valor calórico.
- A safra paraibana é curta, concentrada entre maio e junho.

Foto de destaque: Adoscam / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons.






