Cocada de Massagueira, patrimônio imaterial de Alagoas

Quadrados de coco brilhantes, enfileirados em boxes de cores vivas, atraem quem passa pela AL-101 Sul, em Marechal Deodoro. É a cocada de Massagueira, feita por mãos que repetem um saber antigo.
História e origem
A cocada de Massagueira é um doce de coco e açúcar feito em quadrados pelas cocadeiras do povoado, em Marechal Deodoro. O modo tradicional de fazer a cocada foi registrado como Patrimônio Imaterial de Alagoas, na categoria saberes, em decisão aprovada pelo Conselho Estadual de Cultura em 19 de agosto de 2021.
A cocada é um doce de origem muito antiga, feito em vários países com coco e açúcar. Em Massagueira, a produção ganhou forma própria: as cocadeiras reuniram-se em um espaço de boxes à beira da rodovia, onde o doce é feito e vendido, e o saber de fazê-lo passou a ser valorizado oficialmente.
Como é feito
A receita base é simples e depende de paciência e de ponto bem calibrado.
Ingredientes da versão tradicional:
- coco ralado
- açúcar
- Rale o coco fresco.
- Leve o coco e o açúcar ao fogo, em tacho, mexendo sem parar.
- Cozinhe até a mistura soltar do fundo e ficar com ponto firme.
- Despeje em superfície untada, alise e deixe esfriar.
- Corte em quadrados.
Há variações de sabor: além da tradicional, existem coco queimado, goiaba, banana, chiclete, morango e cajá.
O ponto da cocada é o grande segredo. Se a calda estiver fraca, o doce não firma; se passar, fica duro e escuro. No coco queimado, a cor dourada vem justamente do açúcar caramelizado. Nas versões com fruta, como goiaba, banana e cajá, a polpa entra na cocção e dá cor e sabor ao doce. Depois de pronta, a cocada pode ser guardada em recipiente fechado, longe da umidade, por alguns dias.
Onde provar
- Cocada Cultura (espaço das cocadeiras) — Marechal Deodoro, Massagueira (Rodovia AL-101 Sul): reúne 38 boxes. Entre as cocadeiras estão Cícera Marques, a Morena, e Marineide da Silva.
- Polo gastronômico da Massagueira — Marechal Deodoro (povoado a cerca de 15 a 20 km de Maceió): referência geral para quem visita a região.
Vale confirmar se os boxes estão abertos no dia da visita.
Curiosidades
- O reconhecimento como patrimônio imaterial aconteceu na categoria saberes, que valoriza o modo de fazer.
- Os sabores incluem opções pouco usuais, como chiclete e cajá.

Foto de destaque: Avelludo / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons.







