Guabiroba, a fruta perfumada de fim de ano das matas do Paraná

Quem já caminhou por uma mata no fim do ano talvez tenha sentido o cheiro antes de ver a fruta: um perfume doce e forte, que denuncia a guabiroba madura muito antes de ela aparecer entre as folhas.
História e origem
A guabiroba, também chamada gabiroba-de-árvore e guavirova, é uma planta nativa da América do Sul. Seu nome científico é Campomanesia xanthocarpa. Ela ocorre no Cerrado e na Mata Atlântica, de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul, faixa que abrange o Paraná.
A árvore, que pode ter de 4 a 15 metros, floresce de setembro a novembro, e os frutos amadurecem em novembro e dezembro. É, portanto, uma fruta de fim de ano, de colheita curta e pouco comercial. Os frutos são arredondados e lisos, amarelos ou alaranjados, de polpa suculenta e firme.
Como a goiaba e a jabuticaba, a guabiroba pertence à família das mirtáceas.
Folhas já desenvolvidas na época da flor e tufos de pelos nas axilas das nervuras ajudam botânicos a reconhecer a árvore. Para quem passeia pela mata, o sinal mais fácil continua sendo o cheiro.
Como é consumido
A guabiroba é apreciada principalmente ao natural, pela doçura da polpa. Como não costuma chegar às prateleiras, o jeito mais comum de provar é colher direto do pé ou comprar de quem cultiva.
- direto do pé, depois de lavada
- em sucos e refrescos
- em geleias e doces caseiros
- em sorvetes e sobremesas geladas
Por ser delicada, convém consumir logo depois da colheita ou guardar na geladeira por poucos dias. Quem tem fartura de frutos pode congelar a polpa e estender o gosto da safra para além das poucas semanas de produção.
Curiosidades
- A fruta amadurece entre novembro e dezembro, o que a torna típica do fim do ano.
- A área de ocorrência vai de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul ao Rio Grande do Sul.
- Por ser pouco comercial, costuma ser encontrada em quintais e áreas de mata.
- A floração vai de setembro a novembro, e os frutos aparecem logo em seguida, no fim do ano.

Foto de destaque: autor não informado / CC BY-SA 3.0 / Wikimedia Commons.







