Pão no bafo: a herança russo-alemã na mesa de Palmeira

Em Palmeira, nos Campos Gerais, o pão não vai à mesa só com manteiga. Ele é parte de um prato inteiro, que guarda a memória de famílias que atravessaram o oceano em busca de terra para plantar.
História e origem
O pão no bafo é prato típico de Palmeira, trazido pelos imigrantes russo-alemães que chegaram ao município em 1878. Esses colonos, conhecidos como alemães do Volga, formaram sete núcleos coloniais, divididos entre católicos e luteranos, e além da lavoura muitos trabalharam no transporte de mercadorias e em obras públicas.
A receita reúne pão, repolho e derivados de carne suína, ingredientes que sustentam a mesa do leste europeu nos meses frios. Em agosto de 2015, a prefeitura tombou o prato como patrimônio cultural do município.
Como é feito
O que está registrado é o conjunto de ingredientes. O passo a passo exato fica com as famílias da cidade, e o nome sugere um cozimento no vapor, o “bafo” que amacia o pão e mistura os sabores.
- pão
- repolho
- derivados de carne suína
Por isso, quem quiser entender como cada casa faz o prato deve conversar com moradores de Palmeira.
Onde encontrar
- Palmeira (PR), nos Campos Gerais, cidade que tombou o pão no bafo como patrimônio cultural em 2015
Sem estabelecimento indicado, a melhor pergunta é na prefeitura ou no turismo local sobre quem serve o prato e em que dias.
Curiosidades
- Palmeira também abriga o sítio histórico da Colônia Cecília, experiência anarquista que durou de 1889 a 1895.
- A cidade tem a Ponte dos Papagaios e um museu na Casa Fazenda Cancela, na Colônia Witmarsum, bons motivos para esticar a visita depois do almoço.

Foto de destaque: Simplus Menegati / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons.







