Uvaia, a fruta ácida de nome tupi que cresce no Paraná

Amarela, redonda e de casca às vezes aveludada, a uvaia parece doce, e é nessa hora que a surpresa chega: a acidez faz o rosto se contrair. O próprio nome já avisava.
História e origem
Uvaia vem do tupi ybaia, termo que reúne as ideias de fruto e de azedo, algo como fruta ácida. A espécie mais conhecida, Eugenia pyriformis, é de origem brasileira, da família das mirtáceas, a mesma da goiaba e da pitanga. Há registro de ocorrência em vários estados, entre eles o Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
A árvore chega a cerca de 13 metros e floresce de agosto a dezembro, com frutos de setembro a janeiro. Cada fruta guarda de uma a três sementes grandes, e é muito perecível: depois de colhida, pode se deteriorar em poucas horas. Por isso a uvaia é rara em supermercados e costuma ser encontrada em quintais, pomares e matas.
Como é consumido
Há quem coma a uvaia ao natural, mas o mais comum é suavizá-la com açúcar ou outros ingredientes. O suco é o uso mais tradicional.
- em suco, adoçado a gosto
- em sorvetes, picolés e sobremesas geladas
- em geleias e doces
- em caipirinhas e drinques, para quem consome álcool
Para o suco, bata a fruta com água e coe para tirar as sementes, e adoce a gosto. A polpa pode ser congelada em porções, o que ajuda a aproveitar a safra, que é curta. Misturada a frutas mais doces, como banana ou manga, a acidez fica mais suave.
Curiosidades
- O nome significa algo como fruta azeda na língua tupi.
- Apesar da acidez, a fruta tem teor de vitamina C que chega a cerca de quatro vezes o da laranja, segundo análises da composição.
- É tão perecível que raramente chega ao comércio, e o jeito de provar é ter um pé por perto ou conhecer quem tenha.

Foto de destaque: Divinomar Severino / Public domain / Wikimedia Commons.







