Borscht em Prudentópolis, a sopa vermelha da Pequena Ucrânia

A cor chama atenção antes do sabor: um caldo vermelho vivo, vindo da beterraba, em uma cidade paranaense onde a cultura ucraniana ainda dá o tom do cardápio.
História e origem
O borscht é uma sopa originária da Ucrânia, que se tornou tradicional em vários países do leste europeu. Imigrantes judeus levaram o prato à Europa Ocidental e à América. No Paraná, aparece na gastronomia de Prudentópolis, a Pequena Ucrânia do Paraná.
A cidade recebeu, entre 1896 e meados da década de 1920, cerca de 1.500 famílias vindas da Galícia, algo como 8 mil imigrantes. Hoje, cerca de 80% da população é descendente deles, o que explica por que a sopa, o holubtsi, o varéneke e a sobremesa kutiá fazem parte do repertório local.
Como é feito
Existem muitas versões, com ou sem carne, mais ou menos ácidas, mas a base de beterraba e repolho é comum a todas. Há o borscht quente, mais nutritivo, quase um guisado, e uma versão fria, mais comum entre judeus asquenazitas. A quantidade de cada ingrediente varia ao gosto da família.
- beterraba ralada ou em tiras
- repolho picado
- batata e cenoura
- cebola e alho
- caldo de carne ou de legumes
- um toque de vinagre ou limão para realçar a cor
- creme azedo para servir
- Refogue a cebola, a cenoura e a beterraba em um pouco de óleo.
- Acrescente o caldo e a batata e leve ao fogo até começar a amolecer.
- Junte o repolho e cozinhe até todos os ingredientes ficarem macios.
- Tempere com sal, pimenta e um pouco de ácido.
- Sirva quente, com uma colherada de creme azedo no centro.
A sopa funciona como entrada ou como refeição leve, e costuma ir acompanhada de pão ou de batatas cozidas.
Onde encontrar
- Prudentópolis (PR), a Pequena Ucrânia do Paraná, com a Noite Ucraniana e a Festa Nacional do Feijão Preto em agosto
Sem uma casa específica para indicar, a sugestão é perguntar na cidade, perto das festas de agosto, onde o borscht está sendo servido.
Curiosidades
- A cor vermelha intensa vem da beterraba, e um pouco de ácido ajuda a manter o tom durante o cozimento.
- O creme azedo costuma ir no centro do prato, para ser misturado a cada colherada.
- A Festa Nacional do Feijão Preto, em Prudentópolis, acontece em agosto desde 2010 e apresenta a maior panela do Brasil, com mais de 50 toneladas.

Foto de destaque: Simplus Menegati / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons.







