Cajuí, o cajuzinho-do-cerrado que também nasce em MS

Baixinho, com uns 80 centímetros, o cajueiro-do-campo esconde parte do caule debaixo da terra e entrega um pseudofruto vermelho de polpa branca e suculenta. É o cajuí, parente nativo do caju que cresce nos campos do cerrado.
História e origem
O cajuí, cujo nome científico é Anacardium humile, também é chamado de cajuzinho-do-cerrado, caju-do-cerrado e cajueiro-do-campo. Em Goiás ganha ainda os nomes de cajuzinho-do-campo e cajuzinho-azedo. É uma planta nativa do Brasil, da família do caju, com flores brancas, róseas ou amarelas, com estrias roxas na base, e ocorre em estados como Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Não há registro detalhado sobre a história do consumo do cajuí em Mato Grosso do Sul. O que está registrado é o aproveitamento da espécie de modo geral: o pseudofruto maduro é comido puro e serve de base para licores, sucos e doces.
Como é consumido
Como no caju comum, a parte mais comida é o pseudofruto, o pedúnculo carnoso. Ele é vermelho, em formato de clava, e a castanha verdadeira fica presa na ponta, cinza e com forma de rim.
- ao natural, quando bem maduro;
- em sucos;
- em doces;
- em licores.
A castanha verdadeira, em forma de rim, tem alto teor de acidez, e o hábito é aproveitar o pedúnculo, comestível assim como o fruto. Quem quiser provar o cajuí deve procurar feiras e produtores de frutos do cerrado e perguntar pela época da colheita, já que o fruto de cerrado costuma depender da vegetação nativa preservada.
Vale lembrar que, como o mesmo nome serve a mais de uma planta, é prudente confirmar com o vendedor de qual caju nativo se trata.
Curiosidades
- A planta tem um caule subterrâneo desenvolvido, o xilopódio, de onde saem vários ramos eretos.
- O nome cajuí é usado para espécies diferentes em regiões diferentes do país, o que exige atenção na hora de identificar o fruto.

Foto de destaque: Nevinho / CC BY-SA 3.0 / Wikimedia Commons.







