Guaraná Baré: o refrigerante amazônico que homenageia os Baré

Na Amazônia, pedir um guaraná raramente é gesto neutro: cada lugar tem a sua marca de estimação, e o Baré é uma delas. A cor dourada, o sabor adocicado e um nome indígena na lata deram a ele identidade própria entre os refrigerantes da região.
História e origem
O Guaraná Baré foi lançado na década de 1960 como homenagem aos indígenas da etnia Baré, povo tradicional do Alto Rio Negro. Em 1987, a marca ganhou duas versões, de tutti-frutti e de noz-de-cola, e nessa época alcançou popularidade fora da região, chegando a ser vendido em estados como Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Essas versões foram descontinuadas, e a tradicional continua sendo a preferida do público. Em 2010, o refrigerante passou a ser vendido também em lata de alumínio de 350 ml.
Hoje a marca pertence à Ambev e tem distribuição restrita à região amazônica. Ela é citada entre as marcas tradicionais do segmento de guaranás do Amazonas, mercado em que convivem também rótulos locais, como o Magistral, produzido pela J. Cruz Indústria e Comércio.
Como é feito
Como se trata de um produto industrial, a fórmula exata não é pública. Um refrigerante de guaraná, em linhas gerais, tem estes componentes:
- água tratada e gaseificada;
- açúcar ou adoçante;
- extrato ou aroma de guaraná, fruto amazônico de sabor levemente amargo e cítrico;
- acidulantes, conservantes e corantes permitidos pela legislação.
O processo envolve o preparo do xarope, a mistura com a água, a adição de gás carbônico sob pressão e o envase em garrafas ou latas. Proporções e detalhes pertencem ao fabricante.
Curiosidades
- O nome lembra um povo indígena do noroeste do Amazonas, o que reforça a identidade regional da marca.
- O guaraná é o fruto de uma planta nativa da Amazônia, associada ao povo Sateré-Mawé, que o cultivava muito antes da chegada dos portugueses.
- As versões de tutti-frutti e noz-de-cola lançadas em 1987 já não são encontradas.
- Como a distribuição é regional e varia, quem viaja pela Amazônia e quer provar o Baré faz bem em perguntar nos mercados e bares locais.

Foto de destaque: Ridiculopathy / CC0 / Wikimedia Commons.




